A Mobileye tem o SuperVision, software com recursos de direção autônoma, instalado em pelo menos 233 modelos de carros das mais diversas marcas, como Volkswagen, Stellantis, BMW, Kia, Nissan, GM e Renault. Nesta quinta-feira (5), durante a CES 2023, a empresa da divisão de carros autônomos da Intel deu uma pequena mostra do que o futuro reserva para o segmento.
Batizado de Now, Next, Beyond, o painel foi comandado por Amnon Shashua, CEO da Mobileye. O executivo enalteceu o quanto a empresa cresceu desde que realizou seu IPO (abertura de capital) na Bolsa de Valores, em outubro de 2022. E revelou os vultosos investimentos que serão feitos em sistemas de direção autônoma e no segmento de robotáxis.
“Não é apenas sobre mobilidade. É uma ponte para a direção autônoma. Temos negócios agendados até 2028 no segmento de robotáxis, na magnitude de 3,5 bilhões de dólares, e mais 1,5 bilhão de dólares em sistemas nível 3 entre 2026 e 2030. Esta é só uma pequena amostra”, avisou, projetando um fluxo total de receitas em torno dos sistemas ADAS em mais de 17 bilhões de dólares até 2030.
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“Vimos uma forte resposta positiva de nossos clientes existentes e também de novas montadoras, que acreditam em nossa visão de construir tecnologia autônoma e assistida por inteligência artificial conectada à nuvem que pode escalar globalmente e fornecer benefícios significativos a milhões de motoristas em todo o mundo”.
Robotáxis x carros 'normais'
O CEO da Mobileye aproveitou o painel da CES 2023 para desmistificar uma possível “briga” entre os negócios envolvendo os robotáxis, que agora vem ganhando espaço na China e nos Estados Unidos, e os carros “normais”. Segundo Shashua, ambos os cenários irão crescer e interagir entre si.
“Sete anos atrás as montadoras estavam preocupadas que ninguém mais compraria carros, que tudo seria robotáxis. Agora esta preocupação se dissipou. Não vai atrapalhar o negócio de robotáxis, isso tem um potencial sólido. Os clientes comprarão carros com eyes off system, e isso crescerá muito até 2026”.
Segundo o executivo, a principal diferença entre robotáxis e carros com sistemas autônomos está na limitação geográfica. Quando essa barreira cair, Shashua aposta que o preço dos carros comuns dotados com tecnologia de ponta vai acompanhar o fluxo e também se tornar mais acessível.
Mobileye quer 'renomear' níveis de direção autônoma
Você já se acostumou a ler sobre os 6 níveis de direção autônoma e o que cada um deles significa, mas, no que depender do CEO da Mobileye, a linguagem e a nomenclatura mudarão em breve.
Durante a CES 2023, o executivo explicou que os sistemas que englobam o SuperVision podem ser divididos da seguinte forma:
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Eyes on hands on - É o atual ACC, controle de cruzeiro adaptativo, no qual o motorista precisa estar com as mãos no volante e com os olhos na via o tempo todo;
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Eyes on hands off - Ainda precisa ser melhor trabalhado, mas terá um nível de segurança alta quando a máquina precisar assumir o comando do carro;
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Eyes off hands off - Seria algo como os atuais níveis 3 ou 4 e, segundo o executivo, você poderia até “dormir e se desligar da máquina”;
- No driver - Esse seria o sistema reservado exclusivamente para os robotáxis, no qual um controlador remoto ficaria atento ao que acontece no carro e, no caso de o veículo ser parado por uma viatura policial, por exemplo, explicar à autoridade qualquer intercorrência.
Números do SuperVision
O SuperVision tem como um de seus principais expoentes os recursos instalados nos veículos Zeekr, do Geely Group. Já são mais de 70 mil carros, incluindo robotáxis, rodando pela China, e a projeção é que o volume de carros com o SuperVison chegue a 1,2 milhão de unidades até 2026.
“Toda montadora que está investindo em sistemas ADAS pode chegar a isso”, assegurou o executivo. Shashua fechou sua participação revelando que o sistema é tão preciso que só recebe a validação após passar 10 milhões de horas sem se envolver em qualquer acidente de trânsito, o equivalente a 99,999999% de precisão por hora de direção. “Não há margem para erro”, concluiu.
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